Segundo investigações do SIG, vítimas do tribunal do crime em Três Lagoas podem estar mortas

Seguido de fugas de veículos do local, o que leva a crer que tais vítimas possam ter sido mortas e seus corpos levados dali para dificultar os trabalhos de investigação.

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Segundo investigações do SIG, vítimas do tribunal do crime em Três Lagoas podem estar mortas

As investigações realizadas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Três Lagoas (MS) acredita que as vítimas do tribunal do crime ocorrido no bairro Vila Carioca. As duas vítimas que não conseguiram fugir do cativeiro não foram localizadas e, segundo informações colhidas na região, foram ouvidos disparos de arma de fogo, seguido de fugas de veículos do local, o que leva a crer que tais vítimas possam ter sido mortas e seus corpos levados dali para dificultar os trabalhos de investigação.

Após diligências pelos bairros Carioca e São João, nesta cidade, os investigadores conseguiram prender em flagrante quatro indivíduos integrantes de uma facção criminosa, que estão sendo acusados de serem os responsáveis pelo sequestro de três rapazes. As vítimas foram mantidas em cárcere privado desde a tarde do último domingo (03) e, sob acusação de pertencerem a uma facção rival, foram submetidas a um tribunal do crime, sendo que durante esse período, as vítimas passaram por três cativeiros, sempre sob a ameaça de arma de fogo e arma branca.

As três vítimas vieram do estado da Bahia para trabalharem em Três Lagoas, com seus familiares, e passaram a residir no bairro São João, sendo que os três rapazes saíram de casa na tarde do último domingo para participar de festas ali no bairro, quando foram atraídas até uma casa que fica em frente ao campo de futebol. Ao entrarem no imóvel, imediatamente foram rendidos sob ameaça de arma de fogo, estando ali vários integrantes de uma facção criminosa, que passaram a questionar deles se faziam parte da facção rival, isso porque haviam constatado que um parente de uma das vítimas postou foto em rede social, fazendo sinal com as mãos que indicava pertencer à facção rival.

Mesmo negando tal fato, as vítimas foram amarradas e mantidas nesse primeiro cativeiro até a madrugada de segunda-feira (04), sendo a seguir levadas para um segundo cativeiro, ali próximo, onde ficou até a tarde da última terça-feira (05) e, depois, levadas até um terreno onde funciona um deposito de reciclagem, não muito distante do segundo cativeiro, onde seriam executadas.

Ocorre que, uma das vítimas, percebendo o descuido de um dos bandidos, que atendia ao telefone, fugiu com as mãos amarradas e pediu socorro na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), quando então a Polícia Militar. Ao chegarem no cativeiro de onde a vítima fugiu, os policiais constataram que ali haviam muitas manchas de sangue e rastros de veículos que deixaram o local, levando as duas vítimas que estavam sendo mantidas em cárcere privado.

Um quinto envolvido foi identificado ainda durante as diligencias realizadas pela Polícia Militar, mas o mesmo não foi localizado e diligencias prosseguem nesse sentido, bem como de localizar mais envolvidos, haja vista que, segundo a vítima que fugiu, o bando que tentou contra sua vida era composto de cerca de dez pessoas.

As duas vítimas que não conseguiram fugir do cativeiro não foram localizadas e, segundo informações colhidas na região, foram ouvidos disparos de arma de fogo, seguido de fugas de veículos do local, o que leva a crer que tais vítimas possam ter sido mortas e seus corpos levados dali para dificultar os trabalhos de investigação.

Diligencias prosseguem sentido de localizar as vítimas desparecidas, bem como identificar os demais envolvidos para que possam responder perante à Justiça.

Foram presos e autuado em flagrante delito pelos crimes de sequestro e cárcere privado, organização criminosa e tentativa de homicídio qualificado: R.G.N., vulgo “Robinho”, 32 anos; R.P.S, 27 anos; F.O.S, vulgo “Fernandinho”, 26 anos; e J.A.S., vulgo “Joazinho”, 23 anos. Denúncias poderão ser realizadas através dos telefones (67) 3929-1173, (67) 3521-4984 ou (67) 9 9226-8210 (WhatsApp).

 

Fonte: Informações da Assessoria de Comunicação

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