Natural de Três Lagoas, motorista bêbado e sem CNH envolvido em acidente com morte é solto pela Justiça
Apesar de responder ao processo em liberdade, o motorista deverá cumprir determinações judiciais
Um motorista natural de Três Lagoas que dirigia embriagado e sem habilitação e acabou envolvido em um acidente que provocou a morte do eletricista Wilder dos Santos Rodrigues, de 37 anos, recebeu liberdade provisória após passar por audiência de custódia neste sábado (08), em Campo Grande-MS.
O acidente aconteceu na manhã de sexta-feira (07), na Rua Montese, região da Vila Olinda, próximo ao Estádio Morenão, na Capital.
O motorista conduzia um Volkswagen Golf e foi preso em flagrante após a ocorrência. O teste do bafômetro apontou 0,88 mg/L de álcool por litro de ar expelido, além de ter sido constatado que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Motorista é natural de Três Lagoas
Em depoimento na delegacia, o investigado informou ser natural de Três Lagoas. Ele declarou que anteriormente residia em Chapadão do Sul-MS, onde vivem seus familiares, e que havia se mudado para Campo Grande há aproximadamente oito meses por motivos de trabalho.
Inicialmente, ele é investigado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, condução de veículo sem habilitação e direção sob influência de álcool. A tipificação poderá ser revista no decorrer da investigação, conforme os elementos reunidos pelas autoridades.
Eletricista morreu no local
Conforme as informações registradas durante o atendimento, o Golf estava estacionado e seu motorista teria iniciado uma manobra de marcha à ré para acessar outra via.
Nesse momento, a Honda CG 150, conduzida por Wilder, atingiu a traseira do automóvel. A dinâmica exata, entretanto, ainda dependerá dos trabalhos periciais e da investigação policial.
O motociclista sofreu ferimentos gravíssimos. O Samu chegou a ser acionado, mas Wilder já estava sem vida quando os socorristas chegaram.
Durante a ocorrência, também foi constatado que tanto o Golf quanto a motocicleta apresentavam pendências na documentação.
Juiz manda colocar motorista em liberdade
Na audiência de custódia realizada neste sábado, o juiz Marcus Abreu de Magalhães reconheceu a legalidade da prisão em flagrante, mas entendeu que, neste momento, não estavam presentes os requisitos legais para decretar a prisão preventiva.
Por isso, determinou a expedição do alvará de soltura, desde que o investigado não estivesse preso por outro motivo.
Na decisão foram considerados fatores como residência fixa, trabalho lícito, primariedade e bons antecedentes, além da ausência, segundo a avaliação judicial, de elementos concretos indicando intenção de fuga ou risco ao andamento do processo.
Liberdade terá condições
Apesar de responder ao processo em liberdade, o motorista deverá cumprir determinações judiciais. Entre elas estão o comparecimento mensal ao Fórum, a obrigação de manter seu endereço atualizado e o comparecimento a todos os atos para os quais for intimado.
Ele também não poderá permanecer fora da comarca por período superior a 30 dias sem autorização da Justiça.
A concessão da liberdade provisória não significa absolvição nem julgamento sobre a responsabilidade pelo acidente. O inquérito seguirá normalmente, e a Polícia Civil deverá reunir perícias, depoimentos e demais provas para esclarecer a dinâmica da colisão e eventual responsabilidade criminal do motorista.
Fonte: Marco Campos / Da Redação
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