Técnicos e professores do IFMS de Três Lagoas e outras 6 cidades começam dia com greve

Eles aderiram ao movimento nacional que pede recomposição salarial

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Técnicos e professores do IFMS de Três Lagoas e outras 6 cidades começam dia com greve

Servidores administrativos e professores do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) de sete municípios começaram esta quarta-feira (3) comunicando início de greve.

Eles aderiram ao movimento nacional que pede recomposição salarial, reestruturação das carreiras, revogação de normas federais que prejudicam a educação e reajuste dos auxílios e bolsas de estudantes.

O instituto tem unidades em 10 municípios do Estado. Desses, três oficializaram interrupção total das atividades, inclusive aulas: Corumbá, Dourados e Ponta Porã.

Já Campo Grande, Dourados, Jardim, Naviraí e Nova Andradina informaram que há adesão parcial, com manutenção de atividades e aulas pelos funcionários que não quiserem se unir ao movimento grevista.

Os comandos de greves municipais estão se manifestando no próprio site do IFMS, com publicações de comunicados que serão atualizadas ao decorrer da greve. Ainda não se manifestaram sobre a adesão ou não os de Aquidauana, Coxim e Três Lagoas.

Campo Grande - O diretor-geral do campus do IFMS na Capital, Dejahyr Lopes Junior, estima que na unidade há adesão de 40% dos servidores, considerando os administrativos e professores. No total, cerca de 200 servidores trabalham lá.

A maior adesão apurada até o momento é em Corumbá, onde 78% dos funcionários estão parados, segundo comunicado do comando de greve local.

Os comandos gerais de greve de Campo Grande e dos outros nove municípios estão organizando a paralisação em cada localidade. Eles têm orientado aqueles que não querem aderir, que comuniquem a chefia imediata sobre a continuidade das atividades, a qualquer momento.

Alunos - O número de estudantes que frequentam o campus nesta quarta-feira teve pequena redução, observou o diretor. Cerca de 1,5 mil alunos estão matriculados nos três períodos, sem considerar aqueles que fazem cursos a distância.

"Faremos monitoramento diário junto ao comando de greve para saber quantos servidores aderiram o movimento. O meu cuidado é garantir aqueles que desejam dar aula tenham suas aulas ministradas, e mantendo o diálogo aberto. Hoje, percebe-se uma ligeira redução no numero de estudantes. Algumas turmas prejudicadas, outras menos. Os que vieram para dar aula terão seu direito assegurado. A mesma coisa [vale para] os estudantes. A merenda está garantida porque isso foi previamente planejado", detalha.

Dejahyr destaca que haverá reposição de aula, se necessário. “Os estudantes não serão prejudicados, porque foi previamente acordado que após o término do movimento faremos esse planejamento de como e quando as aulas serão repostas”, falou.

Reavaliação - A greve segue por tempo indeterminado. Shirley Araújo é presidente do Sinasefe/MS (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica, Seção Mato Grosso do Sul) e explica que uma reavaliação sobre a duração poderá ser feita nesta sexta-feira (5).

"A nossa greve inicia hoje por tempo indeterminado. Nós não temos prazo para encerrar. Nós queremos negociar. Se eles negociarem com a gente sexta-feira agora e a gente achar que as negociações foram bem, podemos cogitar a possibilidade do retorno da greve. O prazo não vai depender de nós, depende deles [o Governo Federal]", pontua.

Há a possibilidade de paralisação das aulas nos campi que ainda as mantêm, avalia o diretor do IFMS. “Dependendo da quantidade de servidores que aderirem à greve, acaba ficando inviável manter as aulas”, afirmou. 

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Fonte: Campo Grande News

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