Servidores e secretário prestam informações sobre coleta seletiva

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Servidores e secretário prestam informações sobre coleta seletiva
Dando continuidade a apuração de fatos envolvendo a denúncia sobre o desvio de verba pública, na coleta seletiva de lixo de Três Lagoas, os vereadores Nilo Candido (presidente), apóstolo Ivanildo (membro) e Klebinho (membro), ouviram mais três pessoas, na manhã desta quarta-feira (30), na sede do Legislativo Municipal. Trata-se do auxiliar administrativo Wilson Moreira Mariano, que prestou esclarecimentos a Comissão, acompanhado da diretora do Meio Ambiente, Ana Paula Mendes de Lima. O funcionário acompanha todo o movimento da atuação do Programa da Coleta Seletiva, tendo como atividade, o acompanhamento dos dados repassados pela empresa Financial, elaborando planilhas do serviço e ainda auxiliando na fiscalização da entrega do resíduo da Financial para a Cooperativa, desde fevereiro de 2015. Na oportunidade, também foi ouvido o secretário de Finanças da Prefeitura, Fernando dos Santos Pereira. Ele também prestou esclarecimentos sobre o contrato existente entre a Prefeitura e a Financial. As oitivas da Comissão ocorreram na semana passada, quando a Comissão de Vereadores convocou o proprietário e gerente da empresa Financial, para conhecer detalhes do serviço, e também, qual o volume de resíduos repassado para a Cooperativa Arara Azul. INVESTIGAÇÃO O trabalho de apuração da Comissão de Vereadores começou em outubro de 2015, quando o MPE (Ministério Público Estadual) encaminhou documentos para a Câmara. Uma denúncia anônima, feita ao MPE, informa que ocorre "grande desvio de dinheiro público", no caso da coleta, com repasse de "500 mil reais mensais pelo município para a cooperativa localizada na BR-158". O documento diz que o local não conta com licença de funcionamento, que não existe termo de cooperação entre o município e a cooperativa, o que impediria a venda dos materiais recicláveis. Ainda assim, segundo o denunciante, a venda é realizada, para um único comprador e "tudo sem nota e sem qualquer comprovação". Também são levantadas suspeitas sobre a locação do barracão onde é processada a separação final dos materiais.

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