“Não falou nada, só atirou”, diz pedreiro, vítima de tiros disparados por genro

Além dele, o filho, de 23 anos, foi atingido com tiros, atentado que nasceu de “briga de bobeira de irmãos”

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“Não falou nada, só atirou”, diz pedreiro, vítima de tiros disparados por genro

Um pedreiro, de 48 anos, foi surpreendido com tiros ao chegar em casa, no bairro Nossa Senhora das Graças em Campo Grande, depois de dia de trabalho. O autor dos disparos seria o genro, de 28 anos, que estava o gritando no portão. Quando saiu para ver o que estava acontecendo, o homem foi surpreendido. “Não falou nada, só sacou a arma e atirou em mim”, disse.

O homem, que terá identidade preservada, está em casa, após ter sido liberado do hospital. Ele levou tiro que atravessou a perna esquerda, mas sem dano grave. Além dele, o filho, de 23 anos, foi ferido com tiro no peito e a esposa, com disparo de raspão na barriga.

O atentado aconteceu no final da tarde da última terça-feira (03), por volta das 17h30, na casa da família. O relato dado à Polícia Civil é que os tiros foram disparados pelo genro do pedreiro, que está registrado como suspeito no boletim de ocorrência e ainda não foi localizado.


O pedreiro contou que voltou do trabalho e estava ajudando a esposa a montar um armário. Ouviu quando o homem chegou e abriu o portão da casa, gritando pelo filho da vítima.

“Eu saí para tirar satisfação, mas ele não falou nada só sacou a arma e atirou em mim”, disse. “Aí caí no chão e não tenho muita lembrança”, disse. A mesma bala, após atravessar a perna dele, ricocheteou e pegou de raspão a esposa, sem gravidade.

Com base no relato da esposa, ficou sabendo que o homem, ainda do portão, mirou e atingiu o rapaz, que estava no quintal. A bala atravessou o lado esquerdo do peito do rapaz, que permanece internado, estável e consciente.


O filho do pedreiro, disse que tudo começou por conta de “briga de bobeira entre irmãos”, envolvendo a rapaz ferido e a irmã, casada com suspeito. Segundo esta testemunha, o casal, entre idas e vindas, está junto há dois anos, mas estava separado recentemente. Eles têm uma filha de pouco mais de um ano.

O pedreiro disse que não teve contato com a filha depois do ocorrido. “Essa história começou de fuxico de briga de irmãos”, lamentou.

Segundo relato dos familiares, o homem já teve outras desavenças com o sogro e o cunhado e que, depois do atentando, ainda saiu dizendo que voltaria para “matar todo mundo”. O pedreiro diz que não tem medo. “Eu acho que aqui ele não volta, a polícia está atrás dele”.

Na casa dele, no Bairro Santa Luzia, a Polícia Civil encontrou quatro coldres e garrucha 32. A família diz que ele ainda tem chácara e pode estar escondido no imóvel. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

Fonte: Informações do site Campo Grande News

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