Escolas Municipais de Campo Grande suspendem aulas presenciais até 2021

Com proximidade do encerramento do ano letivo, aulas de 109 mil alunos da Rede Municipal continuam online até o final do ano

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Escolas Municipais de Campo Grande suspendem aulas presenciais até 2021

Aulas presenciais da Rede Municipal de Ensino (Reme) retornam apenas no próximo ano. A secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a decisão de suspensão é decorrente do cenário atual da pandemia da Covid-19.

Outras justificativas para a suspensão das atividades presenciais da Semed é o curto período de dias letivos, faltam apenas 45 dias para o encerramento do ano letivo. Foi considerado também a ocupação de mais de 50% dos leitos hospitalares em Campo Grande.

A secretaria considera favorável a continuidade do ensino online, pois para retorno viável das aulas, seria necessário implementar uma série de normas. O ensino híbrido seria mantido até o final do ano, em que parte dos alunos tem atividades presenciais e outra parte continua no ensino remoto.

A Reme mantém atendimento remoto à 109,154 mil alunos, que mantiveram as aulas através de aplicativos e do canal e rádio Reme, além do material impresso disponibilizado pelas escolas. No entanto, de acordo com pesquisa da Semed, 10% desses estudantes não participaram efetivamente das aulas online.

A Secretaria criou uma Comissão Municipal de Gerenciamento da Pandemia para preparação do retorno das aulas presenciais. A Comissão discute medidas de segurança e define estratégias de biossegurança, cognitivos e socioemocionais para o próximo ano. 

Será organizado pelo grupo um modo de recuperação paralela para alunos em 2021, já que neste ano as escolas municipais não oferecerão reforço escolar e vão manter fechadas.

Tentativa de retorno

As aulas presenciais da rede municipal foram suspensas no dia 18 de março, com os primeiros casos confirmados de Covid-19 na capital. Durante esse período, prorrogações foram feitas em virtude do crescimento de notificações da doença e da falta de leitos hospitalares em Mato Grosso do Sul. 

O último adiamento ocorreu em setembro, quando foi determinado o dia 8 de outubro como novo prazo estabelecido. 

Em setembro foi realizada audiência pública para discutir o possível retorno das atividades presenciais na rede pública, onde professores e especialistas defenderam a volta apenas para 2021. Uma das justificativas seria a falta de controle da pandemia iminente no estado. 

Em reportagem para o Correio do Estado, a Prefeitura de Campo Grande já havia afirmado que o retorno das aulas era inviável para 2020. A justificativa é o número de alunos que o município atende que impossibilita cumprir o distanciamento de 1,5 metro entre os alunos.

De acordo com a prefeitura a estimativa é que sejam atendidos até 35 alunos por sala de aula. Para o retorno os estudantes teriam que revezar dentro da sala, no entanto, em função das escolas terem apenas uma quadra esportiva não é possível manter os alunos na área externa.

Outra questão é a falta de profissionais suficientes para orientar e monitorar as medidas de segurança de higiene dos alunos, como lavar bem as mãos, usar álcool em gel e cobrir a boca e o nariz ao espirrar.

Fonte: Correio do Estado

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