Simone Tebet anuncia saída da liderança do MDB por discordar de voto secreto na eleição do Senado

Filha da terra

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Simone Tebet anuncia saída da liderança do MDB por discordar de voto secreto na eleição do Senado

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) informou nesta terça-feira (29) ter deixado a liderança do MDB na Casa, o que estava previsto somente para a próxima sexta (1º). Em um vídeo divulgado pela assessoria, Simone Tebet afirma ter tomado a decisão por não concordar com algumas posições da maioria da bancada, formada por 13 senadores. Entre os pontos de divergência, Simone disse discordar da maioria que acha que a votação para a presidência da Casa deve ser secreta. O MDB se reuniu nesta terça-feira em Brasília para discutir o processo eleitoral no Senado. "Eu, num processo de democracia, entendo que não tenho problema de externar o meu voto e declarar voto aberto. Consequentemente, como a maioria pensa de um jeito e eu penso de outro, [...] eu renunciei à liderança do MDB por não comungar com a maioria", declarou a senadora. Votação secreta No último dia 9, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou uma decisão do ministro Marco Aurélio que permitia votação aberta para presidente do Senado. Ao tomar a decisão, Toffoli determinou que a votação poderá ser secreta. Mais cedo, nesta terça-feira, o minstro Luiz Fux decidiu que cabe ao Senado definir as regras para a votação para presidente da Casa. Fux analisou um pedido para que o STF proibisse a candidatura de parlamentares indiciados, réus ou condenados. O regimento do Senado prevê que a eleição dos integrantes da Mesa Diretora, entre os quais está o presidente da Casa, "será feita em escrutínio secreto". De acordo com o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti, na reunião desta terça-feira, Renan Calheiros (MDB-AL), cotado para disputar a indicação da sigla à presidência do Senado, fez uma defesa enfática da votação secreta na eleição para presidente do Senado. Outros partidos também se reuniram nesta terça-feira para debater o processo eleitoral no Senado. Em nota, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), pré-candidato à presidência da Casa, afirmou que o PSDB é favorável ao voto aberto. O partido terá 8 senadores a partir de sexta-feira.

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