Projeto de lei em MS pode liberar spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres

Na justificativa, os autores do projeto destacam o grave cenário da violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul

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Projeto de lei em MS pode liberar spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres

 Um Projeto de Lei (PL) que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pode autorizar a venda de spray vegetal, como spray de pimenta ou gengibre, para uso na defesa pessoal de mulheres em Mato Grosso do Sul.

A proposta foi apresentada em novembro e atualmente está na fase de elaboração do relatório inicial, etapa necessária para que o texto seja encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

De acordo com o projeto, a venda do spray será restrita a farmácias e permitida apenas para mulheres maiores de 18 anos. Adolescentes a partir de 16 anos também poderão adquirir o produto, desde que haja autorização dos responsáveis legais. A proposta segue o modelo de uma legislação semelhante que entrou em vigor recentemente no Rio de Janeiro.

Regras previstas no projeto

O texto do PL estabelece uma série de critérios para regulamentar a comercialização e o uso do spray vegetal:

·         A concentração máxima do extrato será de 20%;

·         A venda não exigirá receita médica e será limitada a dois frascos por pessoa por mês;

·         Cada frasco deverá ter, no máximo, 70 gramas;

·         Acima desse limite, o uso será permitido apenas para Forças Armadas, órgãos de segurança pública, guardas municipais e demais instituições responsáveis pela segurança do Estado e de autoridades governamentais.

Outro ponto relevante do projeto é a possibilidade de o Estado fornecer gratuitamente o spray para mulheres vítimas de violência doméstica que estejam protegidas por medidas protetivas. Nesses casos, o texto prevê que os custos do fornecimento sejam pagos pelo agressor, enquanto a medida judicial estiver em vigor.

Combate à violência contra a mulher

Na justificativa, os autores do projeto destacam o grave cenário da violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul. Somente em 2025, foram registrados 38 casos de feminicídio no Estado.

O documento ressalta que, embora haja avanços em políticas públicas, redes de atendimento e medidas protetivas, muitas agressões ocorrem justamente quando a vítima está sozinha, seja no trajeto para o trabalho, estudo ou em deslocamentos cotidianos dentro da cidade. O objetivo da proposta é oferecer mais um instrumento de proteção imediata às mulheres.

Tramitação

Após a análise e aprovação na CCJR, o projeto ainda precisará passar por duas votações no plenário da Alems. Caso aprovado, seguirá para sanção do governador Eduardo Riedel para que possa entrar em vigor.

 

 

 

 

Fonte: Da Redação

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