Mãe abre o coração e fala sobre a morte do pequeno João Anderson de 3 anos

Eliane dá exemplo de superação depois de perder o filho de 3 anos atropelado em frente ao Bradesco em Três Lagoas

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Mãe abre o coração e fala sobre a morte do pequeno João Anderson de 3 anos

Os dias de Eliane Rodrigues dos Santos de 30 anos, já não são mais os mesmo desde à tarde do dia 31 julho de 2014. O mundo de Eliane mudou de cor depois da morte do pequeno João Anderson Miguel dos Santos Júnior, há cinco anos.

A mãe de João, é exemplo para outras mulheres que assim como ela, também se tornaram “mães de anjos”.

Eliane lembra que no dia do acidente ela estava na agência do Banco Bradesco com o filho que na época tinha apenas 3 anos,  e ao sair do banco , o menino soltou sua mão e correu para a avenida sendo atropelado por um Nissan Grand Livina .

O desespero de Eliane só estava começando. Da chegada do socorro até o resgate ao Hospital Auxiliadora, parecia uma eternidade, era uma corrida contra o tempo tanto para a equipe de socorristas quanto para quem estava orando e pedindo a Deus para interceder pela vida de João.

O silêncio na portaria do pronto socorro cortava feito navalha na carne de Eliane que esperava notícias do filho. Após minutos angustiantes, médicos, e enfermeiros com o apoio de uma psicóloga chamaram Eliane para contar que tinham feito de tudo, mas que João não resistiu e foi morar com Deus.

“Naquele momento o chão sumiu, eu queria morrer ali mesmo, a dor era tanta que desmaiei. Eu sofro até hoje com a partida do meu filho, sofro bastante, e a saudade será eterna”, disse Eliane.

Depois de presenciar o acidente, Eliane teve que conviver com a depressão e síndrome do pânico.

“Eu não conseguia passar em frente ao banco onde ocorreu o acidente, fui muito julgada, as pessoas me culpavam o tempo todo pelo fato do meu filho ter soltado a minha mão. Fiz tratamento por três anos, e recentemente voltei com a terapia para aprender a lidar com a saudade do João que estava me matando”, falou.   

O que Eliane não esperava era que um ano após perder o filho, ela também sofreria com mais um duro golpe da vida. Seu pai que também entrou em depressão com a morte do único neto, descobriu um câncer que o levaria a óbito.

“Eu não pude demonstrar tristeza durante o meu período de luto, com meu pai debilitado tive que esconder a dor e as lágrimas, no meio de sorrisos. Após o falecimento do meu amado pai, eu foquei no trabalho para tentar esquecer a dor que tomou conta da vida da minha família, mas, não posso reclamar, Deus sabe de todas as coisas”, revelou Eliane.

Passados três anos da morte de João, Eliane recebeu a notícia de que estava grávida novamente e de outro menino.

“O Heitor Miguel dos Santos, me trouxe de volta a luz e alegria da vida. Ele é a minha maior riqueza, o meu grande amor”, declarou Eliane.

Para Eliane, João veio ao mundo com a missão de ensiná-la a amar, a ser mais paciente e dar valor as pequenas coisas da vida.

“O meu filho meu ensinou muitas coisas bonitas, ele me transformou em uma pessoa melhor. O João era especial e muito inteligente, ele uniu a minha família com sua alegria. Se eu pudesse vê-lo mais uma vez, eu iria abraça-lo forte e dizer o quanto é grande meu amor por ele. Mesmo não estando fisicamente entre nós, João estará sempre em meu coração. Eu me lembro dele a todo o momento, em casa, por exemplo, lugares que ele era acostumado a brincar, as roupas dele, brinquedos que ele adorava e até um pedaço de chocolate me traz a memória a imagem do rosto do João com o sorriso mais amoroso do mundo”,

Eliane explica que não culpou a motorista do carro pela morte do filho. “Foi um acidente, eu não responsabilizei a motorista pelo ocorrido, poderia ter acontecido com outra criança, mas já tinha chegado a hora do João, estava tudo nos planos de Deus”, explanou.

A três-lagoense aproveitou para deixar um recado para outras mães de anjos.

“Quando uma mãe perde o filho, ela sempre vai carregar lágrimas em seu olhar. A saudade vai invadir o peito diariamente, mas não podemos deixar de lutar, temos que seguir a vida, dar valor nas pequenas coisas, e estar sempre próximo da família. Nossos anjos estão no céu, olhando por nós e um dia iremos encontra-los. Eu vejo tanta gente brigando por besteira achando que o mundo acabou por não ter feito o cabelo, ou porque largou do namorado (a).  Eu aprendi que tem coisa pior no mundo. Perder um filho é a pior dor do mundo, temos que  valorizar cada instante em nossas vidas,  tudo é passageiro, e não sabemos até quando estaremos vivos. É preciso lutar para amenizar a dor, mas também é preciso aprender com ela”, finalizou a mãe do pequeno João.

Fonte: HojeMais

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