Evolução do gado nelore no Brasil passa por criadores de Araçatuba-SP

Em 2004, junto com Orestes Prata Tibery Júnior e Pedro Novis, deu origem a um novo ciclo de importações da Índia

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Evolução do gado nelore no Brasil passa por criadores de Araçatuba-SP

O veterinário José Carlos Prata Cunha tem a pecuária no sangue. A saga da família, detentora da marca VR, começou a ser escrita pelos avós Vicente Rodrigues da Cunha e Olinda Arantes Cunha, e foi aprimorada pelo pai, Torres Homem Rodrigues da Cunha.

Dando continuidade ao trabalho de seus antepassados, José Carlos investe no constante trabalho genético, e é detentor de um currículo invejável. Em 1974, participou da fundação do Colégio Brasileiro de Reprodução Animal.

No ano seguinte, iniciou a criação do plantel Nelore VRJC. Em 1976, atuou como gestor no Laboratório nacional de congelamento de sêmen. Na década de 80, juntamente com o pai, realizou o primeiro leilão de embriões da raça Nelore. Em 2004, junto com Orestes Prata Tibery Júnior e Pedro Novis, deu origem a um novo ciclo de importações da Índia. Como expositor, foi hexacampeão no ranking ACNB.

 
Atualmente administra a grife VRJC, que conta com propriedades em Valparaíso (SP), Tangará da Serra (MT) e Muricilândia (TO). É casado com Júnia, pai de Fernanda, Carolina e José Carlos Prata Cunha Júnior, e tem seis netos: Maria Eduarda, Rafaela, José Orestes, Luísa, João e Manuela.

Recentemente, representando a família de Torres Homem Rodrigues da Cunha, José Carlos doou ao Museu do Zebu, no parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), o maior símbolo da pecuária zebuína: a taxidermia do Karvadi. Além dele, o acervo doado pela Central VR Gen também contém uma coleção de prêmios, troféus, flâmulas e estruturas ósseas de outros animais.

“Estamos falando do maior símbolo da pecuária zebuína em todos os tempos. Estima-se que mais de 10 milhões de registros genealógicos de zebuínos tenha a descendência do Karvadi. Basicamente toda a raça Nelore registrada na ABCZ tem como base esse animal”, ressalta Thiago Riccioppo, gerente do Museu do Zebu.

Para levar o animal para dentro do Museu, foi preciso a força de sete homens, além de uma equipe de apoio. Um trabalho extremamente cuidadoso, para preservar o eterno campeão.

Fonte: Folha da Região

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