É DE ASSUSTAR: Quilo do maracujá pode custar de R$ 9,95 a R$ 49,99 em Três Lagoas; variação passa de 400%
O levantamento mostra por que comparar preços deixou de ser apenas uma recomendação e pode representar uma economia considerável no orçamento familiar
Quem vai ao supermercado sem pesquisar pode pagar até cinco vezes mais por determinados alimentos em Três Lagoas. Uma nova pesquisa divulgada pelo Procon-TL nesta terça-feira (25) encontrou diferenças impressionantes entre os preços praticados nos estabelecimentos pesquisados.
O levantamento foi realizado nos dias 24 e 25 de agosto de 2026, analisando 66 itens de hortifrúti vendidos em nove estabelecimentos de Três Lagoas. O próprio Procon orienta o consumidor a consultar os valores antes das compras.
Maracujá doce chama atenção: de R$ 9,95 a R$ 49,99. Um dos casos mais impressionantes é o maracujá doce.
Segundo a tabela oficial, o quilo foi encontrado por valores que vão de R$ 9,95 a R$ 49,99 entre os estabelecimentos que tinham o produto disponível. Isso representa uma diferença de R$ 40,04 no quilo, ou aproximadamente 402% entre o menor e o maior preço.
Na prática, com praticamente os mesmos R$ 50, o consumidor poderia comprar cerca de 1 quilo no estabelecimento mais caro ou aproximadamente 5 quilos pelo menor preço pesquisado.
Melancia também apresenta diferença enorme
Outro número que salta aos olhos aparece na melancia madura graúda. O levantamento registra preços de R$ 2,49 até R$ 19,90 o quilo. A diferença chega a aproximadamente 699%.
Neste item, porém, uma variação tão fora da curva merece atenção quanto a eventuais diferenças de variedade, qualidade, classificação ou forma de comercialização; a tabela do Procon registra os preços encontrados, mas não detalha essas particularidades.
Também aparecem diferenças relevantes em outros produtos. O abacaxi havaí foi encontrado entre R$ 5,49 e R$ 16,99 a peça, enquanto o kiwi aparece entre R$ 22,99 e R$ 44,90 o quilo. Já a bandeja de 300 gramas de morango variou entre R$ 6,99 e R$ 16,90.
Pesquisa antes de comprar pode significar dinheiro no bolso
O levantamento mostra por que comparar preços deixou de ser apenas uma recomendação e pode representar uma economia considerável no orçamento familiar.
O Procon-TL ressalta que os números correspondem aos menores preços encontrados em cada estabelecimento durante a pesquisa, não são necessariamente promoções e podem sofrer alterações a qualquer momento.
Portanto, a pesquisa funciona como referência, e o consumidor deve verificar o preço atualizado antes de fechar a compra.
Em tempos de orçamento apertado, o recado dos números é simples: andar alguns minutos, comparar estabelecimentos ou pesquisar antes de sair de casa pode evitar que o consumidor pague muito mais pelo mesmo tipo de alimento.
Fonte: Marco Campos / Da Redação
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