Delegado da SIG detalha trabalho que elucidou em tempo recorde execução de ‘Tchula’ em Três Lagoas
Ricardo Cavagna detalhou trabalho integrado da SIG e do NRI, que resultou na prisão de um dos autores e na apreensão de armas usadas no homicídio triplamente qualificado na última quinta-feira
A Polícia Civil de Três Lagoas esclareceu, em menos de 24 horas, o homicídio triplamente qualificado que vitimou Wesley Lima, de 30 anos, conhecido como “Tchula”, executado a tiros no fim da tarde da última quinta-feira, 11, em uma conveniência localizada na rua Manoel de Faria Duque, no bairro Vila Verde.
A rápida elucidação do crime foi detalhada pelo delegado Ricardo Henrique Cavagna, titular da Seção de Investigações Gerais (SIG). Ele recebeu a reportagem nesta terça-feira, 16, onde descreveu mais detalhes do caso.
Cavagna explicou que, assim que foi comunicada do assassinato, a Polícia Civil mobilizou equipes da SIG e do Núcleo Regional de Inteligência (NRI), com apoio de todas as unidades da Delegacia Regional de Polícia (DRP), além da atuação conjunta com a Polícia Militar no atendimento inicial da ocorrência.
Segundo o delegado, as diligências começaram ainda no local do crime e seguiram de forma ininterrupta durante a noite e a madrugada.
De acordo com as investigações, Wesley foi surpreendido por pelo menos três homens armados que chegaram em um Hyundai HB20 e efetuaram dezenas de disparos dentro do estabelecimento. A vítima foi atingida principalmente na cabeça, tórax e costas, morrendo no local, sem chance de socorro.
A dinâmica da ação evidenciou extrema violência e frieza, características que, segundo a Polícia Civil, indicam premeditação.
Com base na análise de imagens de câmeras de segurança e em depoimentos de testemunhas, os investigadores conseguiram identificar um dos envolvidos como o executor direto dos disparos.
Na manhã de sexta-feira, 12, o suspeito foi localizado em sua residência, conduzido à delegacia e, diante das provas reunidas, confessou a participação no crime, assumindo a autoria principal.
Em interrogatório formal na sede da SIG, o preso relatou que a motivação do homicídio estaria relacionada a desavenças e ameaças anteriores envolvendo a vítima. Ele afirmou ter sido o primeiro a descer do veículo, efetuando disparos direcionados à cabeça de Wesley e continuando a atirar mesmo após a vítima cair ao chão.
Em seguida, outros dois comparsas também dispararam, enquanto um quarto integrante permaneceu ao volante, dando apoio à fuga.
Durante o avanço das investigações, a Polícia Civil também conseguiu localizar o veículo utilizado no crime, que havia sido incendiado em uma área rural na tentativa de eliminar provas. O carro, encontrado totalmente queimado, passou por perícia da Unidade Regional de Perícias e Identificação (URPI) de Três Lagoas.
Conforme explicou o delegado Ricardo Cavagna, a placa encontrada no local não correspondia à identificação original do veículo, sendo necessária a realização de exames metalográficos para confirmação da real procedência.
Outro ponto crucial da investigação foi a localização das armas utilizadas no homicídio. Após informações levantadas pelas equipes, os policiais encontraram revólveres enterrados em uma propriedade rural, além de dezenas de munições, máscaras e roupas usadas pelos autores.
Os materiais são compatíveis com as imagens que circularam nas redes sociais após o crime. As armas apreendidas ainda passarão por exames de microcomparação balística para comprovar que os projéteis retirados do corpo da vítima foram disparados por elas.
Os celulares da vítima e do suspeito preso também foram apreendidos. A Polícia Civil já representou judicialmente pela quebra de sigilo de dados, que serão analisados tecnicamente pelo NRI com o objetivo de aprofundar a investigação e identificar todos os envolvidos na execução.
Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em preventiva. O suspeito foi encaminhado às celas da DEPAC, onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam para localizar e responsabilizar criminalmente os demais envolvidos no homicídio, considerado um dos crimes mais graves registrados neste ano em Três Lagoas.
Durante a entrevista, o delegado Ricardo Cavagna destacou a importância da colaboração da população. Ele reforçou que denúncias anônimas são fundamentais para a elucidação de crimes e a prisão de foragidos, garantindo que o sigilo e o anonimato das informações repassadas à Polícia Civil são absolutamente preservados.
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Fonte: Da Redação
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