Ataques em redes sociais e grupos à mãe do acusado de disparo em pub de Três Lagoas podem gerar ação judicial
A situação é ainda mais grave porque a mãe exerce a profissão de advogada e vem sofrendo difamações reiteradas
Postagens e comentários ofensivos nas redes sociais e grupos de mensagens contra a mãe do homem acusado de ter efetuado um disparo neste final de semana contra um homem em um pub na circular da Lagoa Maior, em Três Lagoas, podem resultar em responsabilização judicial.
A mãe não estava no local, não participou dos fatos e não responde pelos atos do filho — eventual responsabilização cabe exclusivamente a ele, caso venha a ser condenado.
A situação é ainda mais grave porque a mãe exerce a profissão de advogada e vem sofrendo difamações reiteradas, com insinuações e ataques à sua honra e reputação profissional.
Especialistas alertam: atribuir culpa, sugerir cumplicidade sem provas ou proferir xingamentos contra familiares configura crimes contra a honra e gera direito à indenização por danos morais.
A internet não é “terra sem lei”. Ofensas virtuais podem enquadrar-se como:
· Injúria (ofensa à dignidade);
· Difamação (fato ofensivo à reputação);
· Calúnia (atribuição falsa de crime, como insinuar cumplicidade sem provas).
A vítima pode reunir provas (prints, links, ata notarial), registrar boletim de ocorrência, apresentar queixa-crime e ajuizar ação cível. O prazo para a esfera penal, em regra, é de até seis meses a partir do conhecimento da autoria das ofensas.
Ataques à mãe do acusado são ilegais, não contribuem para a apuração dos fatos e podem custar caro a quem publica. Investigar e julgar é tarefa das autoridades e da Justiça — não das redes sociais.
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Fonte: Da Redação
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