PF apreende milhões em dinheiro, prende seis pessoas e realiza operação em Três Lagoas
Operação contra suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro também afastou conselheiros do Tribunal; policiais apreenderam veículos, armas, relógios e moedas estrangeiras
Uma megaoperação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (29), resultou na apreensão de mais de R$ 4,3 milhões em dinheiro, seis prisões preventivas e no afastamento de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). A ação também teve cumprimento de mandados de busca e apreensão em Três Lagoas e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Batizada de Operação Tomada de Contas, a investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos administrativos, pagamentos a servidores públicos e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.
Mais de 180 policiais federais participaram da operação, que cumpriu 26 mandados de busca e apreensão, além das seis ordens de prisão preventiva autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Milhões em dinheiro e objetos de luxo apreendidos
O balanço divulgado aponta a apreensão de R$ 4.360.607 em moeda brasileira, além de US$ 106.865, € 19.870, £ 2 mil e 3.650 pesos argentinos.
Também foram apreendidos 31 veículos, 27 celulares, 16 armas de fogo, 6.512 munições, 167 relógios e 112 garrafas de vinho.
Entre os presos está o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida. Outros integrantes e servidores ligados ao tribunal também foram atingidos pelas medidas judiciais.
Três Lagoas entrou na mira da operação
Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Federal realizou diligências em Três Lagoas e Campo Grande. A investigação envolve suspeitas de movimentações financeiras atípicas, possíveis favorecimentos em contratos e pagamentos irregulares.
Até o momento, não foi informado quanto do dinheiro apreendido foi encontrado especificamente em Três Lagoas. O valor superior a R$ 4,3 milhões corresponde ao balanço geral da operação realizada nos três estados.
A Polícia Federal continua investigando a possível participação dos envolvidos. As suspeitas ainda dependem de apuração judicial, e os investigados têm direito à presunção de inocência.
Fonte: Da Redação
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