Motoristas de Três Lagoas poderão pagar R$ 115,20 de pedágio para ir e voltar de Campo Grande

Nova cobrança na BR-262 está prevista para começar em fevereiro do próximo ano e poderá pesar no orçamento de quem utiliza a rodovia para trabalhar, estudar, realizar tratamentos médicos ou visitar familiares na capital

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Motoristas de Três Lagoas poderão pagar R$ 115,20 de pedágio para ir e voltar de Campo Grande

Os motoristas de Três Lagoas que costumam viajar para Campo Grande deverão preparar o bolso. A partir de fevereiro de 2027, está previsto o início da cobrança de pedágios na BR-262, dentro do projeto de concessão da chamada Rota da Celulose.

A estimativa é que uma viagem de ida e volta entre os dois municípios custe R$ 115,20 somente em tarifas, sem incluir os gastos com combustível, alimentação e outras despesas.

A informação chama a atenção principalmente de quem precisa utilizar a rodovia com frequência. Atualmente, muitos moradores de Três Lagoas viajam até Campo Grande por motivos profissionais, consultas médicas, tratamentos de saúde, compromissos familiares e serviços que não estão disponíveis no município. Com a implantação dos pedágios, esses deslocamentos poderão ficar significativamente mais caros.

Conforme as informações divulgadas sobre a concessão, o valor estimado para automóveis de passeio será de R$ 57,60 por sentido. Isso significa que o motorista que sair de Três Lagoas com destino à capital e retornar pelo mesmo percurso poderá desembolsar R$ 115,20 apenas para passar pelos pontos de cobrança instalados ao longo da rodovia.

Para se ter uma ideia do impacto financeiro, um motorista que precisar realizar duas viagens de ida e volta durante o mês poderá gastar aproximadamente R$ 230,40 somente com pedágios. Caso sejam quatro viagens mensais, a despesa poderá alcançar R$ 460,80, considerando os valores estimados e sem a aplicação de descontos adicionais.

A cobrança será realizada por meio do sistema conhecido como free flow, que dispensa as tradicionais cabines de pedágio. Nesse modelo, equipamentos instalados em estruturas sobre a rodovia fazem a identificação dos veículos por meio de dispositivos eletrônicos ou pela leitura das placas, permitindo que os motoristas continuem a viagem sem precisar parar.

Os condutores que utilizarem tags eletrônicas terão direito a um desconto adicional de 5% sobre a tarifa. Nesse caso, o custo estimado da viagem entre Três Lagoas e Campo Grande cairia para R$ 54,72 por sentido, totalizando R$ 109,44 na ida e volta.

O contrato também prevê descontos progressivos para usuários frequentes de veículos leves, conforme as condições estabelecidas pela concessionária. As motocicletas estarão isentas da cobrança.

Outro ponto que merece atenção é a situação da própria BR-262, uma das principais ligações rodoviárias de Mato Grosso do Sul e que registra intenso movimento de caminhões, carretas, ônibus e veículos de passeio.

A rodovia é fundamental para o transporte de cargas, especialmente diante do crescimento industrial e da expansão do setor de celulose na região de Três Lagoas e municípios vizinhos.

A concessão da Rota da Celulose prevê investimentos em melhorias no pavimento, sinalização, segurança viária, atendimento aos usuários e futuras obras de ampliação da capacidade das rodovias.

Entre os serviços anunciados estão atendimento médico emergencial, socorro mecânico, guinchos e equipes de inspeção de tráfego, além da implantação de bases operacionais.

A concessionária Caminhos da Celulose será responsável pela administração dos trechos concedidos. O contrato, assinado em fevereiro de 2026, possui duração de 30 anos e prevê aproximadamente R$ 10,1 bilhões em investimentos e custos operacionais durante o período.

Entretanto, é importante destacar que a cobrança dos pedágios ainda não começou. Para que isso aconteça, a concessionária deverá cumprir as exigências contratuais e obter autorização da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), responsável por verificar as condições necessárias para o início da operação e homologar as tarifas definitivas.

Os valores também poderão sofrer alterações conforme as regras do contrato e a realização de obras, incluindo a duplicação de determinados trechos da rodovia. Por isso, os R$ 115,20 representam uma estimativa para a viagem de ida e volta, e não um preço definitivo já autorizado.

Para os moradores de Três Lagoas, a preocupação é que o novo custo passe a fazer parte das despesas de quem depende da BR-262. Além dos motoristas particulares, o transporte de cargas e as atividades econômicas ligadas à rodovia também poderão sentir os efeitos da cobrança.

A expectativa é que os investimentos previstos na concessão resultem em melhores condições de tráfego, redução dos riscos de acidentes e atendimento mais rápido em situações de emergência. Por outro lado, os usuários deverão avaliar o impacto das novas tarifas no orçamento familiar e profissional.

 

Fonte: Da Redação

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