Eleitorado que cabe numa kombi: candidatos têm nove e dez votos em MS; duas recebem só um no país

A votação solitária provoca a pergunta inevitável: “Será que foi o próprio voto?”

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Eleitorado que cabe numa kombi: candidatos têm nove e dez votos em MS; duas recebem só um no país

Enquanto alguns candidatos precisaram de milhares de apoiadores para conquistar uma cadeira, outros terminaram as eleições de 2026 com um eleitorado que cabe numa kombi — e ainda sobra espaço para os santinhos.

Em Mato Grosso do Sul, dois candidatos a deputado estadual ficaram na faixa de até dez votos, segundo levantamento publicado pelo Campo Grande News após a votação de domingo (04).

Silvana Castelão (PCO) recebeu nove votos em todo o estado. Já Dilson Arruda (PRD) terminou com dez. Nesse caso, a expressão “contar os votos nos dedos” pode ser usada literalmente. Nenhum dos dois conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa.

Na disputa para deputado federal por MS, o mesmo levantamento aponta Edna Paixão (Agir) como a menos votada, com 17 votos, acima do limite de dez considerado nesta reportagem.

Mas os casos nacionais deixam a contagem ainda mais econômica: Rosângela Santos (Democrata), candidata a deputada federal pelo Acre, e Joelma Tavares (DC), que disputou o mesmo cargo por Alagoas, receberam apenas um voto cada.

Para conferir o resultado, nem foi preciso usar a segunda mão

As duas já haviam disputado eleições municipais em 2024. Rosângela concorreu a vereadora em Rio Branco e recebeu dois votos. Joelma disputou uma cadeira na Câmara de Maceió e obteve 1.253.

A votação solitária provoca a pergunta inevitável: “Será que foi o próprio voto?”. Pode ter sido, mas também pode ter vindo de outro eleitor. Como o voto é secreto, não há como identificar seu autor.

No fim, fica uma lição para qualquer campanha: entre ouvir “pode contar comigo” e contar o voto na urna, existe uma distância que nem todo santinho consegue atravessar.

Fonte: Da Redação

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