Pacientes questionam: Por que Governo retirou R$ 10,3 milhões previstos para cirurgias cardíacas em Três Lagoas e mandou recurso para Dourados?

A discussão ganha relevância porque o próprio modelo de regionalização da SES estabelece Três Lagoas como referência de alta complexidade para a macrorregião da Costa Leste

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Pacientes questionam: Por que Governo retirou R$ 10,3 milhões previstos para cirurgias cardíacas em Três Lagoas e mandou recurso para Dourados?

Uma decisão do Governo de Mato Grosso do Sul envolvendo recursos destinados à saúde de Três Lagoas pode gerar preocupação entre pacientes que aguardam atendimento pelo SUS. R$ 10.369.590,00 que estavam programados para cirurgias cardíacas eletivas no Hospital Regional de Três Lagoas Magid Thomé foram remanejados para o Hospital Regional de Dourados.

A mudança foi oficializada pela Resolução CIB/SES nº 1.364, de 15 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado. O dinheiro será utilizado em cirurgias ortopédicas em Dourados, onde, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), existe demanda reprimida e capacidade para ampliar a realização desses procedimentos.

Por que o dinheiro saiu de Três Lagoas?

A justificativa oficial da SES é que o Hospital Regional de Três Lagoas apresenta perfil cardiológico concentrado principalmente em urgência e emergência, enquanto teria sido registrada baixa demanda por cirurgias cardíacas eletivas, provocando subutilização da programação financeira reservada para esses procedimentos.

Por outro lado, Dourados apresenta, segundo o Estado, uma demanda reprimida expressiva por cirurgias ortopédicas. Por essa razão, o Governo decidiu redirecionar os R$ 10,36 milhões para o Hospital Regional daquela cidade.
É importante esclarecer que não se trata de uma transferência geral de recursos para exames e cirurgias de Três Lagoas.

O documento encontrado trata especificamente da programação destinada a cirurgias cardíacas eletivas.

E quem precisa de atendimento cardíaco em Três Lagoas?

A SES afirma que o remanejamento não provocará desassistência cardiológica na região de Três Lagoas. Os atendimentos cardíacos de urgência e emergência permanecem garantidos na rede pública, segundo o Governo do Estado.

Ainda assim, a transferência de mais de R$ 10 milhões originalmente programados para o Hospital Regional de Três Lagoas abre espaço para questionamentos da população: Quantos pacientes da região aguardavam cirurgias cardíacas eletivas quando a decisão foi tomada? Qual era a fila efetiva? E como esses pacientes serão atendidos após o remanejamento?

A discussão ganha relevância porque o próprio modelo de regionalização da SES estabelece Três Lagoas como referência de alta complexidade para a macrorregião da Costa Leste, atendendo uma população que ultrapassa os limites do município.

Fonte: Da Redação

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