ELA JÁ ENGROSSOU FEIJÃO COM MAIZENA: Hoje, Célia Regina transformou a cozinha em profissão e tem o próprio negócio em Três Lagoas
Com dedicação, foi dominando as técnicas e receitas até se tornar chefe de cozinha
Quem vê Célia Regina dos Santos Nogueira hoje preparando pratos, salgados e receitas da culinária árabe talvez não imagine como tudo começou. Antes de dominar a cozinha e transformar a gastronomia em profissão, houve uma época em que ela ainda estava aprendendo o básico — e chegava até a engrossar o feijão com maizena.
A lembrança, contada por ela com simplicidade e bom humor, ajuda a mostrar o tamanho da transformação. A mulher que um dia ainda aprendia a preparar as refeições da própria família acabou se tornando chefe de cozinha e, anos depois, dona do próprio negócio em Três Lagoas.
Do feijão com maisena à cozinha árabe
Nascida em Três Lagoas, Célia foi mãe aos 16 anos e, depois do primeiro casamento, mudou-se para Botucatu, no interior paulista. Foi justamente naquele período que começou a construir uma história que mudaria sua relação com a cozinha.
Antes disso, ela chegou a tentar outro caminho e fez um curso de cabeleireira. Durante as aulas práticas, percebeu que aquela não seria sua profissão.
A grande oportunidade apareceu quando conseguiu trabalho em uma cozinha especializada em comida árabe. Célia entrou sem experiência, mas decidiu aprender.
Com dedicação, foi dominando as técnicas e receitas até se tornar chefe de cozinha. Carneiro assado, coalhada seca, quibe cru, esfirras, tabule, homus e babaganoush passaram a fazer parte de sua rotina profissional.
Voltou para Três Lagoas e precisou recomeçar
Depois de anos em Botucatu, Célia retornou para sua cidade natal e enfrentou um novo recomeço. Foi nessa fase que reencontrou Luiz Alves Nogueira, antigo amigo da adolescência. Os dois estão juntos desde 2004 e construíram uma parceria também dentro da cozinha.
Luiz também aprendeu gastronomia ao lado da esposa e, posteriormente, o casal decidiu investir em algo próprio.
Nasceu assim o Ateliê dos Quitutes, que trabalha com salgados, bebidas, culinária árabe e cardápios para aniversários, casamentos, batizados e confraternizações.
Uma história para quem acha que precisa começar sabendo tudo
Talvez o detalhe mais interessante da trajetória esteja justamente naquele feijão engrossado com maisena.
Célia não começou sabendo tudo. Ela começou aprendendo. Errou, descobriu técnicas, aproveitou oportunidades, adquiriu experiência e transformou aquilo que inicialmente era uma dificuldade em sua profissão.
Hoje, aquela lembrança rende risadas, mas também simboliza uma trajetória de crescimento. Da época em que engrossava o feijão com maisena à condição de profissional experiente e empreendedora: Célia Regina mostra que ninguém precisa começar sendo especialista — mas precisa estar disposto a aprender.
Acesse e veja mais sobre seu trabalho no Instagram https://www.instagram.com/ateliedosquitutes_/
Fonte: Marco Campos / Da Redação
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