Polícia não é só para prender: PRF corre contra o tempo e ajuda órgãos captados em Três Lagoas a chegarem a pacientes que esperavam por uma nova chance de viver

Enquanto muitos enxergam a polícia apenas como aquela que prende, naquela noite uma viatura da PRF corria pelas estradas não atrás de alguém, mas a favor da vida

Publicado em
Polícia não é só para prender: PRF corre contra o tempo e ajuda órgãos captados em Três Lagoas a chegarem a pacientes que esperavam por uma nova chance de viver

Quando se fala em polícia, muita gente pensa imediatamente em prisões, abordagens, perseguições, apreensões e combate ao crime. Mas uma ocorrência registrada em Três Lagoas mostrou outra missão das forças de segurança: ajudar a salvar vidas.

Na última semana, policiais rodoviários federais participaram de uma verdadeira corrida contra o relógio para apoiar uma operação da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET/MS). Desta vez, a urgência não era para alcançar um criminoso.

Era para transportar médicos e fazer com que órgãos doados chegassem o mais rápido possível a quem aguardava por um transplante.

PRF abriu caminho para uma missão pela vida

A operação começou com o deslocamento aéreo de equipes médicas de Campo Grande até o Aeroporto de Andradina (SP), distante 42 Km de Três Lagoas-MS.

Após o pouso, a Polícia Rodoviária Federal assumiu uma etapa fundamental da missão. Os policiais realizaram a escolta e o transporte emergencial dos profissionais entre Andradina e Três Lagoas, onde aconteceria a captação dos órgãos de um doador.

Todo o procedimento precisava obedecer a uma logística rigorosa, já que, em uma operação de transplante, tempo é um fator decisivo.Polícia não é só para prender: PRF corre contra o tempo e ajuda órgãos captados em Três Lagoas a chegarem a pacientes que esperavam por uma nova chance de viver

Dois rins e um fígado foram captados em Três Lagoas

No hospital de Três Lagoas, a equipe realizou a captação de dois rins e um fígado. Terminada essa etapa, começou novamente a corrida contra o tempo.

Os policiais retornaram com os médicos ao aeroporto de Andradina para que a equipe pudesse embarcar novamente com destino a Campo Grande. Na Capital, os órgãos foram encaminhados ao Hospital Adventista do Pênfigo e à Santa Casa, onde seriam realizados os procedimentos de transplante.

Por trás de toda essa logística estavam pacientes e famílias que aguardavam por aquilo que talvez fosse a ligação mais importante de suas vidas.

Naquela noite, a missão não era prender ninguém

É justamente esse lado do trabalho policial que muitas vezes passa despercebido. A sociedade costuma enxergar uma viatura e associá-la imediatamente ao combate à criminalidade. E essa é, evidentemente, uma das principais atribuições policiais.

Mas existem momentos em que a mesma sirene utilizada para chegar rapidamente a uma ocorrência criminal abre caminho para a esperança.

Em Três Lagoas, a PRF ajudou a garantir que médicos chegassem ao hospital e, posteriormente, que a delicada operação logística continuasse dentro do tempo necessário. Não houve algemas. Não houve perseguição. A missão daquela noite era outra: ajudar vidas a continuarem.

Uma doação pode salvar até oito pessoas

O episódio também deixa uma mensagem ainda maior. Segundo o Ministério da Saúde, um único doador pode beneficiar várias pessoas, com diferentes órgãos e tecidos destinados a transplantes.

No Brasil, após a constatação da morte encefálica e avaliação para doação, a autorização familiar é fundamental para que a doação de órgãos aconteça. Por isso, quem deseja ser doador deve conversar sobre essa vontade com seus familiares.

A morte de alguém representa um momento de enorme sofrimento para uma família. Mas, por meio da doação, essa despedida também pode significar uma nova chance para pessoas que há meses ou anos aguardam na fila de transplantes.

E a ocorrência de Três Lagoas deixa uma imagem difícil de esquecer: Enquanto muitos enxergam a polícia apenas como aquela que prende, naquela noite uma viatura da PRF corria pelas estradas não atrás de alguém,  mas a favor da vida.Polícia não é só para prender: PRF corre contra o tempo e ajuda órgãos captados em Três Lagoas a chegarem a pacientes que esperavam por uma nova chance de viver
 
 

Fonte: Marco Campos / Da Redação

00

00

Deixe um comentário