Já está difícil fechar as contas e vem mais aumento: Energia elétrica ficará até 12,24% mais cara em Três Lagoas
E assim é mais um mês de contas para o três-lagoense: Fazendo economia onde dá e torcendo para o salário conseguir acompanhar uma conta de luz que, agora, também ficou mais pesada
Prepare o bolso! Para o três-lagoense que já chega ao fim do mês fazendo contas para conseguir pagar supermercado, combustível, aluguel e demais despesas, vem aí mais uma pancada no orçamento: a conta de energia elétrica ficará mais cara.
A partir desta semana, consumidores atendidos pela concessionária na região de Três Lagoas sentirão os efeitos do novo reajuste tarifário, que pode chegar a 12,24%, dependendo da categoria de consumo.
E a pergunta que fica para muitas famílias é simples: de onde tirar mais dinheiro?
O salário é praticamente o mesmo, mas a lista de despesas não para de crescer. Quando aumenta a energia elétrica, o impacto não fica restrito à fatura que chega todos os meses. O custo da eletricidade também pesa sobre comércio, serviços e produção e pode acabar pressionando outros preços.
Três-lagoense já anda sem dinheiro e agora vem mais essa
Para quem já está contando moedas no fim do mês, qualquer reajuste representa preocupação. Mas uma elevação que pode alcançar dois dígitos chama ainda mais atenção.
Uma família que tenta economizar desligando lâmpadas, controlando o banho e reduzindo o uso de eletrodomésticos poderá ter que apertar ainda mais o orçamento.
E em Três Lagoas, onde as altas temperaturas durante boa parte do ano tornam ventiladores e aparelhos de ar-condicionado praticamente indispensáveis em muitas residências e estabelecimentos, economizar energia nem sempre é tarefa fácil.
A situação pesa principalmente para famílias de menor renda, aposentados, trabalhadores assalariados e pequenos comerciantes.
Não é só a lâmpada: aumento chega ao comércio
O reflexo também pode chegar ao balcão.
Padarias precisam de fornos e equipamentos. Mercados mantêm freezers e câmaras frias ligados. Restaurantes dependem de refrigeradores. Salões, oficinas e inúmeros outros estabelecimentos utilizam energia durante praticamente todo o expediente.
Quando a conta sobe para o empresário, existe o risco de parte desse custo acabar incorporada ao preço dos produtos e serviços.
É o chamado efeito cascata que o consumidor teme: paga mais energia em casa e ainda pode encontrar preços maiores quando sair para comprar.
Até 12,24% a mais pesa no bolso
A informação sobre o reajuste foi divulgada nesta segunda-feira (24). Segundo a reportagem da Rádio Caçula, a mudança passa a atingir os consumidores a partir desta semana e o percentual varia conforme a classe tarifária.
Para o consumidor, entretanto, a discussão técnica acaba chegando de uma única maneira: no valor final da fatura.
É mais uma despesa para encaixar em um orçamento que já tem supermercado, água, combustível, aluguel ou prestação da casa, medicamentos, escola e tantas outras obrigações.
No papel, reajuste pode ser apenas porcentagem. Dentro da casa do trabalhador, significa dinheiro que terá que sair de algum outro lugar.
E assim é mais um mês de contas para o três-lagoense: Fazendo economia onde dá e torcendo para o salário conseguir acompanhar uma conta de luz que, agora, também ficou mais pesada.
Fonte: Marco Campos / Da Redação
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