Maconha está ultrapassando álcool e cigarro? 16% dos brasileiros com 14 anos ou mais já experimentaram maconha
Especialistas em saúde pública alertam que, embora o debate sobre políticas de drogas esteja em evolução, o uso frequente de maconha pode trazer riscos à saúde
O consumo de maconha tem crescido em diversos países e os números mais recentes mostram uma mudança importante nos hábitos da população. Nos Estados Unidos, um levantamento do governo apontou que, pela primeira vez, mais pessoas usam maconha diariamente do que cigarro ou bebidas alcoólicas consumidas todos os dias.
Segundo os dados, 21,5 milhões de americanos com 12 anos ou mais utilizaram maconha diariamente no último ano. O número supera os 19 milhões de fumantes diários e também os 17 milhões de pessoas que consomem álcool todos os dias.
Apesar desse crescimento, o álcool continua sendo a substância mais consumida no país de forma geral. Cerca de 129 milhões de americanos relataram ter ingerido bebida alcoólica ao menos uma vez no último mês, enquanto aproximadamente 43 milhões disseram ter usado maconha no mesmo período.
E no Brasil?
No Brasil, o cenário é diferente, mas também aponta crescimento no consumo. Levantamentos indicam que cerca de 16% dos brasileiros com 14 anos ou mais já experimentaram maconha alguma vez na vida.
Já o uso diário foi relatado por aproximadamente 3% da população, o que representa cerca de 5 milhões de brasileiros.
Entre os jovens de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior: 13% afirmaram utilizar a droga com frequência, sendo a faixa etária com maior prevalência de consumo.
Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal, dentro dos critérios estabelecidos pela Corte. No entanto, o tráfico, a comercialização e o cultivo da droga continuam sendo crimes previstos na legislação brasileira.
Especialistas em saúde pública alertam que, embora o debate sobre políticas de drogas esteja em evolução, o uso frequente de maconha pode trazer riscos à saúde, especialmente para adolescentes e jovens, incluindo prejuízos cognitivos, dependência em parte dos usuários e impactos na saúde mental.
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Fonte: Da Redação
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