19/02/2016 13h19 - Atualizado em 19/02/2016 13h19

STF autoriza Delcídio Amaral a sair da prisão, diz advogado do senador


Por: Zero Hora
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, decidiu libertar, nesta sexta-feira, o senador Delcídio Amaral (PT-MS). O parlamentar, ex-líder do governo no Senado, havia sido preso em novembro por envolvimento na Operação Lava-Jato. O chefe de gabinete do parlamentar, Diogo Ferreira Rodrigues, detido na mesma etapa da ação da Polícia Federal, também ganhou o direito a sair da prisão. Ambos ainda estavam detidos em Brasília. As informações são da GloboNews.

Segundo a decisão de Zavascki, o petista precisará ficar em casa à noite e aos fins de semana. O senador ainda está proibido de deixar o Brasil. O senador ainda precisará comparecer na Justiça a cada duas semanas, além de cumprir todos os compromissos judiciais para os quais for convocado. As razões para a soltura estavam sob sigilo até as 15h15min desta sexta-feira.

A prisão do senador e do assessor havia sido embasada por uma gravação apresentada à Procuradoria-Geral da República por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Segundo a procuradoria, o senador ofereceu R$ 50 mil por mês para a família de Cerveró e mais um plano de fuga para que o ex-diretor deixasse o país.

Os fatos ocorreram em uma reunião na qual estivam presentes Bernardo, Edson Ribeiro, ex-advogado de Cerveró e Delcídio. O objetivo de Delcídio era evitar que o ex-diretor fizesse acordo de delação premiada, segundo os procuradores.

A defesa do senador havia pedido, no início do mês, a anulação da gravação. Na petição, os advogados alegam que o áudio não é válido, por ter sido gravado sem que Delcídio tivesse conhecimento.

"Fica evidente que a reunião marcada por Bernardo Cerveró buscava trazer o senador para uma armadilha, engendrada por ele. Cabe rememorar que a atuação típica de um agente infiltrado exige previa autorização judicial, não sendo possível que ela decorra de acordos entre o Ministério Público Federal e quem quer que seja", argumenta a defesa.

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