07/06/2018 21h22 - Atualizado em 07/06/2018 21h22

Juiz da 1ª Vara Criminal decide manter presa a cabeleireira Joice Espíndola


Por: HojeMais
 
Joice está presa desde o dia 23 de maio, no Presídio Feminino de Três Lagoas. (Foto: Acervo Pessoal) Joice está presa desde o dia 23 de maio, no Presídio Feminino de Três Lagoas. (Foto: Acervo Pessoal)

O magistrado indeferiu o pedido dos advogados da cabelereira na noite da última quarta-feira (6), e determinou que ela continue cumprindo a prisão preventiva em regime fechado.

Trechos da decisão do juiz mencionam que a prisão de Joice não foi decretada para agradar grupos de pessoas ou para atender a anseios de movimentos particulares, mas por se tratar de medida necessária e adequada frente ao grave evento criminoso ocorrido, levando-se em conta suas nuances e circunstâncias concretas, imprescindível para o resguardo da ordem pública.

O juiz também levou em consideração tratar-se em tese de crime hediondo, assim como a extrema gravidade e circunstâncias ímpares que o envolvem. Camilo teria sido perseguido e espancado por quatro pessoas, somente tendo recebido o golpe fatal após estar imobilizado e sem esboçar reação.

Os fatos aconteceram em via pública, à frente de populares, havendo relatos que após o crime, Joice passou a vangloriar-se do assassinato, esbravejando que esfaqueou Camilo e que não tinha medo da polícia.

Joice está presa desde o dia 23 de maio, no Presídio Feminino de Três Lagoas, onde deve permanecer por tempo indeterminado.

No pedido de liberdade provisória os advogados sustentaram que a cabeleireira possui condições pessoais favoráveis para cumprir a prisão em regime aberto.

A defesa alegou que Joice tem residência fixa e trabalho lícito, e não tinha o intuito de se fugir do local do crime, que somente saiu do local dos fatos em razão de ameaças de linchamento.

No pedido os advogados ressaltaram que ela ficou aguardando em sua residência a intimação das autoridades e posteriormente veio a apresentar-se. Disseram também que Joice não ofereceria qualquer risco à sociedade, e por isso não existem motivos para a decretação de sua prisão preventiva.

Os advogados destacaram ainda que atualmente a cliente sendo ameaçada em razão dos fatos e que seus três filhos dependem econômica e psicologicamente da mãe.