14/12/2017 13h49 - Atualizado em 14/12/2017 13h49

Com quorum baixo na sessão, a votação do parecer ocorreu de forma simbólica


Por: Correio do Estado

A CPI da JBS aprovou nesta quinta-feira (14), em votação simbólica, o relatório do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que pede a investigação do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot.

Com quorum baixo na sessão, a votação do parecer ocorreu de forma simbólica. O deputado, que teve a posse como ministro da Secretaria de Governo adiada por causa da internação do presidente Michel Temer, confirmou que não pediria o indiciamento de Janot e de seu ex-chefe de gabinete, Eduardo Pelella, como havia inicialmente colocado no relatório.

A versão suavizada posta em votação é fruto de acordos: o governo pressionava pela retirada dos pedidos de indiciamento, e os parlamentares da comissão ameaçavam pedir verificação do quorum, o que derrubaria a sessão e implicaria o encerramento da CPI sem a aprovação de um relatório.

"Eu continuo convicto de que o [ex-]procurador [Geral da República] Janot se utilizou do seu cargo para tentar depor o presidente da República, mas concordo que são necessárias maiores investigações para que fique absolutamente provada a materialidade desse crime", afirmou Marun.

O texto manteve o pedido de indiciamento do ex-procurador Marcelo Miller, dos irmãos Joesley e Wesley Batista da JBS e do lobista Ricardo Saud.

Também foi retirado do texto final trecho que fazia parte do relatório parcial do deputado Wadih Damous e pedia a investigação do advogado Carlos Zucolotto e dos procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima, Roberto Pozzobom e Julio Noronha.

Os pedidos tinham como base o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Durán, que trabalhou para a Odebrecht e a UTC.