05/12/2018 16h03 - Atualizado em 05/12/2018 16h03

Morador de rua vai a restaurante de luxo e faz questão de pagar a conta


Por:R7
 
Morador pediu um prato, vinho e refrigerante
Reprodução / Facebook / Daniela Zapata Morador pediu um prato, vinho e refrigerante
Reprodução / Facebook / Daniela Zapata

Uma história que surpreendeu ao ter um final feliz quando poderia ter sido mais um episódio de discriminação. Um restaurante localizado no bairro Lourdes, um dos metros quadrados mais caros de Belo Horizonte, foi palco de certo desconforto com um morador de rua na tarde desta terça-feira (4).

Uma história que surpreendeu ao ter um final feliz quando poderia ter sido mais um episódio de discriminação. Um restaurante localizado no bairro Lourdes, um dos metros quadrados mais caros de Belo Horizonte, foi palco de certo desconforto com um morador de rua na tarde desta terça-feira (4).

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O motivo: o homem maltrapilho que entrou no local e pediu uma refeição completa fez questão de pagar pelo que consumiu enquanto o dono do estabelecimento tinha avisado que seria "por conta da casa".

Era por volta das 13h horas quando o cliente inesperado chegou descalço e com uma sacola de plástico em uma das mãos. Na outra, estava uma nota de R$ 50 que o homem educadamente mostrou para a equipe do restaurante Benvindo ao dizer que queria pedir "um prato".

Felipe Rodrigues, o jovem garçom responsável pelo atendimento, conta que ficou surpreendido com a cena e perguntou ao chefe como proceder. A resposta foi além da ordem de fazer uma boa recepção.

— Ele disse que não havia motivos para deixar de atendê-lo e falou para não cobrar a conta. Era para deixar o homem almoçar tranquilo.

E assim foi feito. Sorridente, o cliente pediu ajuda para entender o cardápio que carrega nomes de pratos requintados e a escolha foi assertiva: uma entrada, um prato principal com um filé, uma garrafa de vinho. Para completar, dois refrigerantes.

A cena foi acompanhada por outros clientes que também almoçavam por lá – alguns já até frequentes no estabelecimento. Entre eles, estava a advogada e professora Daniela Lage Zapata.