21/12/2014 03h55 - Atualizado em 21/12/2014 03h55

Homem alega que tentou ajudar menor e quase foi morto a tiros

Cinco disparos foram efetuados contra ele

Por: Celso Daniel
 

J.P.C.S. (49) foi vítima de tentativa de homicídio na noite deste sábado (20) por volta das 20h30 em uma residência localizada na Rua José Amin no Bairro Jardim Cangalha em Três Lagoas.

Segundo informações contidas no boletim de ocorrência, o motivo da tentativa de matar a vítima foi devido a um fato ocorrido envolvendo a enteada – menor de idade - de J.P.C.S. e uma amiga, também menor de idade.

VERSÃO DA VÍTIMA

A vitima relatou que as duas jovens estavam consumindo- escondidas - bebida alcoólica na casa de J.P. e em determinado momento ele ouvi as duas conversando alto e de forma alterada e foi junto a elas para verificar o que estava acontecendo. Ele descobriu que as duas estavam embriagadas e tentou conversar com as adolescentes, mas a amiga de sua enteada começou a dizer que estava bebendo por motivos amorosos, por ter brigado com o namorado.

A jovem então começou a bater a cabeça violentamente contra a parede, dizendo que queria morrer. Então J.P.C.S. segurou a jovem pelos braços para tentar impedir que a menina se machucasse e foi nesse instante que a mãe da adolescente chegou á residência – para buscar a filha – e acabou interpretando tudo de outra maneira.

I.R.B. – mãe da menina – acusou J.P. de estar querendo agarrar a jovem menor de idade e pegando-a pelo braço, levou a filha para casa que fica a poucos metros da casa de J.P.

Momentos depois, M.B.J. (16) – que é irmão da adolescente que batia a cabeça na parede – pulou o muro da casa de J.P.. Ele estava com uma faca e tentou agredir a vítima, mas acabou apenas dando um soco no rosto de J.P.. Agredido, o homem disse que ia chamar a polícia e isso fez com que o menor agressor saísse da residência.

OUÇA ABAIXO O RELATO DA VÍTIMA E TESTEMUNHA

 

Minutos depois, M.B.J. é acusado pela vítima e testemunhas de ter voltado a residência, dessa vez armado com um revólver, pulado novamente o muro e efetuou cerca de cinco disparos contra J.P., que correu para dentro de casa, não sendo atingido. J.P. temendo pela sua vida, saiu do local pedindo ajuda na sede do 2º Batalhão de Polícia Militar de Três Lagoas.

Os tiros acertaram a porta de vidro da cozinha e alguns projéteis ricochetearam acertando também um armário e paredes do imóvel.

Depois dos tiros o autor fugiu do local.

A Polícia Militar foi chamada e uma Rádio Patrulha foi até o local e realizou diligências, procurando pelo menor acusado de atirar contra J.P.

Os policiais foram até casa de M.B.J. e foram recepcionados pela mãe do menor, I.R.B. que negou todos os fatos e disse não ter conhecimento e paradeiro do filho M.B.J..

A menor que teria sido o pivô de tudo, também foi questionada pelos policiais, mas ela disse desconhecer tais fatos.

Diligências foram feitas, mas o acusado não foi encontrado.

A vítima e testemunha foram levadas a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) para registrar um boletim de ocorrências por tentativa de homicídio dolosa contra o suposto autor M.B.J.. J.P. ainda alegou que no momento do atentado, pelo menos quatro crianças menores de 11 anos estavam na casa e ficaram em pânico com o ocorrido.